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Grama Pontal é parceira na revitalização de praça do Arnaldo Estevão de Figueiredo
 

Verde que te quero verde. Mãos na massa no bairro Arnaldo Estevão de Figueiredo, em Campo Grande. Uma das praças da região foi revitalizada dentro do projeto que coloca a comunidade a trabalho da ocupação dos espaços públicos. Dos 4,2 mil m² da praça, 500 deles ganharam o verde da Grama Pontal.

 

A iniciativa é parte do programa “Vivo a Praça”, da Vivo, que já passou por São Paulo e outras sete regiões do País revitalizando áreas públicas, em conjunto com a Vivência Oásis, do Instituto Elos que usa da filosofia de mobilização comunitária para ensinar, na prática, a transformar espaços públicos e realizar sonhos.

 

Para a iniciativa ganhar a prática, o Instituto fez o contato com o Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo, da Uniderp, formado por acadêmicos da Universidade, para então chegar ao destino, a praça que fica entre as travessas do Serralheiro, Pintores, Borracheiros e dos Funileiros.

 

Estudante de Arquitetura e moradora do bairro, Luciana Fidelis Castilho, foi quem sugeriu a praça, levando em conta o perfil dos moradores, que assemelha muito às cidades de interior, onde as pessoas são unidas e o ponto de encontro para a cena familiar da rodinha de tereré, é a praça.

 

“Sugeri o bairro por conta desse perfil. Nós caminhamos e ele se enquadrou no projeto”, resume. A praça, cheia de árvores, tinha parte do mato já alto. E uma área comum a todos: cantinhos que eram plantados pela vizinhança e árvores frutíferas que sempre tinham cuidado dos moradores.

 

Depois de escolhido o local, era hora de convidar a comunidade para participar. No mutirão desse sábado (9) e domingo (10), mais de 200 pessoas passaram por ali. “A gente buscou talentos no bairro. Quem é pintor? Marceneiro? Artista? Fizemos essa busca e dividimos a comunidade em grupos para a maquete do que eles sonhavam para a praça”, descreve a acadêmica.

 

A população se reuniu para buscar apoio. Um deles veio da Grama Pontal para encher de um verde convidativo a praça do Arnaldo Estevão de Figueiredo. “E você vê a completa satisfação deles. Os moradores ficaram muito gratos, a gente ouvia vizinho dizer que morava ali há 20 anos e sonhava ver isso”, reproduz Luciana.

 

Mais que moradora do bairro, ela exerceu na prática sua futura profissão. “Aí que entra o arquiteto urbanista, você não projeta apenas casa, você envolve projetos e espaços para as pessoas conviverem, promove o bem estar. As pessoas não vivem só dentro de suas casas, elas precisam ter um lazer, um espaço bacana e você completa todo um ciclo assim”, explica.

 

Facilitador do projeto, que tem sede em Santos (SP), Paulo Farine Milani, fala que o que lhe chamou mais atenção na Capital foram as pessoas. “O clima da vizinhança em estar junto nessa cultura do tereré. Esse bairro estava pedindo há muito tempo um lugar destes”, comenta.

 

À frente do projeto, ele descreve que a adesão pesada dos moradores se deve a forma como a ideia chega.

 

“É um convite para empreender junto, o próprio pessoal do bairro buscar parcerias e doações e eles gostaram. Nós convidamos as pessoas para sonharem e quando eles colocam a mão na massa, cria uma relação diferente com o espaço público. É dele, ele ajudou a construir”, destaca.

 

O desenvolvimento sustentável faz parte do pensamento e da forma de agir da Grama Pontal. A empresa está presente no dia-a-dia da comunidade, cuidando de canteiros em vias públicas e tem como um dos valores, o apoio a projetos sociais que acrescentem para a vida das pessoas.

(por Paula Maciulevicius)